Gripe aviária leva Uruguai a reforçar cuidados com animais silvestres

O registro de gripe aviária em animais silvestres levou autoridades do Uruguai a adotar medidas de vigilância e prevenção ao longo de 2026. O país confirmou casos em aves e mantém orientações para evitar o contato com animais mortos ou doentes, incluindo mamíferos marinhos. A situação também é abordada em um documentário publicado no YouTube, que apresenta imagens de animais encontrados no litoral uruguaio.
Os primeiros casos de 2026 foram confirmados em 20 de fevereiro, em cisnes-de-pescoço-preto na região de Laguna Garzón e na desembocadura do arroio Solís Grande. Na sequência, o governo informou a detecção do vírus em outras espécies de aves silvestres.
Medidas de prevenção
Em março, o Ministério do Ambiente publicou orientações para a população e para pessoas que trabalham com fauna silvestre. Entre as recomendações estão não manipular animais mortos ou doentes, evitar a aproximação e impedir o contato de cães e gatos com esses animais.
A resolução também determinou a suspensão do trânsito e da comercialização de aves e mamíferos silvestres e de seus produtos, com exceções para atividades autorizadas de resgate, controle e segurança, sob protocolos e uso de equipamentos de proteção.
O governo uruguaio orienta que animais encontrados mortos ou com suspeita de doença sejam comunicados às autoridades. A recomendação inclui informar o local, a data, a espécie, quando possível, e as condições em que o animal foi encontrado.
Situação sanitária
A emergência sanitária decretada em fevereiro foi encerrada em 28 de abril, após mais de 54 dias sem novos focos e sem evidências de circulação do vírus no território nacional, segundo o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP). A pasta informou que os focos identificados foram encerrados e que a vigilância continuaria.
O encerramento da emergência, no entanto, não significa que os cuidados deixaram de ser necessários. O próprio governo mantém recomendações de prevenção para a população e para profissionais que atuam com animais silvestres.
Risco de contato com animais
A influenza aviária de alta patogenicidade é uma doença viral que pode atingir aves e mamíferos. O Ministério do Ambiente uruguaio informa que o vírus H5N1 pode ser transmitido a seres humanos em situações de contato direto sem proteção com animais infectados, mortos ou ambientes contaminados.
Apesar disso, a presença de carcaças nas praias não permite concluir, por si só, que houve contaminação por gripe aviária. A causa da morte precisa ser confirmada por investigação e exames, quando houver condições para a coleta de amostras.
Documentário
O material audiovisual citado na reportagem apresenta imagens de animais marinhos mortos e questionamentos sobre os cuidados adotados no litoral uruguaio. As imagens podem contribuir para o debate sobre proteção da fauna, mas não comprovam, isoladamente, a causa das mortes ou a existência de negligência por parte de uma entidade específica.
A matéria original também mencionava declarações atribuídas ao professor Paulo Horta e dados globais de infecções humanas. Essas informações não foram incluídas nesta versão porque a fonte e a atualização dos números precisam ser confirmadas.






