Dez mulheres são reconhecidas por transformar o agro brasileiro

Dez mulheres de diferentes regiões do Brasil foram reconhecidas na 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro 2026, que valoriza iniciativas de liderança, inovação e sustentabilidade no setor. A premiação contempla produtoras rurais de diferentes portes e uma pesquisadora da área científica.
Na categoria Grande Propriedade, o primeiro lugar ficou com Aline Baldim Vick, da Fazenda Estância, em Pirassununga (SP). Economista de formação, ela retornou à propriedade da família e passou a implementar práticas de gestão, tecnologia e agricultura regenerativa. Entre as estratégias adotadas estão a rotação de culturas de cobertura e o manejo por talhão. Segundo a matéria, a produtividade chegou a ficar até 25% acima da média regional.
Na categoria Pequena Propriedade, Ana Karina Klinke, da Estância Futurama, em Holambra (SP), foi a vencedora. Seu trabalho envolve melhoramento genético, agricultura regenerativa, compostagem e conservação de nascentes. A produtora também substituiu defensivos químicos sintéticos no manejo dos animais por soluções biológicas, inoculantes e probióticos.
Já a categoria Média Propriedade teve como vencedora Kátia Helena Fenner Rodrigues, da Fazenda Varginha, em São Joaquim (SC). A propriedade alia modernização e preservação ambiental, com produção de frutas com Indicação Geográfica, extrativismo sustentável do pinhão, preservação da floresta de araucárias e ações de bem-estar animal. Kátia também criou o projeto Mulheres Araucarianas, voltado à capacitação e ao fortalecimento das trabalhadoras rurais.
A ciência também teve espaço entre os destaques. Erika Valente de Medeiros foi escolhida na categoria Ciência e Pesquisa. Bióloga, doutora em Agronomia e professora da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape), ela desenvolve pesquisas relacionadas ao solo, microbiologia, bioquímica, desertificação, bioeconomia, biochar e agricultura sustentável. O trabalho da pesquisadora reúne mais de 200 artigos científicos publicados e sete patentes registradas.
As demais posições também reuniram trajetórias ligadas à agricultura orgânica, cafeicultura, tecnologia, agroindústria, sucessão familiar e profissionalização de propriedades rurais. Entre as iniciativas reconhecidas estão o uso de energia solar, compostagem, agricultura de precisão, monitoramento por drones, rastreabilidade, reflorestamento e produção de alimentos com maior valor agregado.
Criado em 2018, o Prêmio Mulheres do Agro já reconheceu 85 mulheres. Em 2026, a iniciativa registrou 394 inscrições, número recorde segundo a matéria. A seleção considera critérios ambientais, sociais e de governança, além da eficiência produtiva, do uso racional dos recursos naturais, da saúde do solo e do desenvolvimento das comunidades.






