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Univates questiona resultado do Enamed após receber conceito insatisfatório

Curso de Medicina da universidade de Lajeado alega inconsistências nos dados e ressalta nota máxima na avaliação in loco

reportagemAtualizado em 21/01/2026 às 16h572 min de leitura

O curso de Medicina da Univates, em Lajeado (RS), recebeu conceito 2 no Enamed 2025, avaliação obrigatória que mede a qualidade da formação médica no país. A pontuação é considerada insatisfatória pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A universidade, no entanto, questiona o resultado e afirma que o próprio Ministério da Educação reconheceu inconsistências nas informações divulgadas às instituições.

Nota 2 é alvo de recurso

Em nota oficial, a Univates declarou que já abriu formalmente um questionamento ao MEC. A instituição também destacou que:

“A nota anual do Enamed não define o conceito do curso, que decorre de um ciclo avaliativo amplo de três anos e também envolve a avaliação in loco. Destacamos que, no atual ciclo avaliativo, o curso de Medicina conquistou o conceito máximo – nota 5 – na avaliação in loco realizada pelo MEC.”

A universidade informou que já iniciou uma análise técnica detalhada dos indicadores e reafirmou seu compromisso com a qualidade do ensino e a formação dos estudantes.

Enamed avalia 351 cursos

O Enamed 2025 avaliou 351 cursos de Medicina. Apenas 49 obtiveram conceito 5, enquanto 99 cursos ficarão sujeitos a sanções do MEC. Entre os destaques no Rio Grande do Sul estão a PUC e a Fundação Ciências da Saúde, que obtiveram nota máxima.

As notas variam de 1 a 5:

  • Conceito 5: proficiência acima de 90%

  • Conceito 4: entre 75% e 89,9%

  • Conceito 1 e 2: considerados insatisfatórios

Cursos com nota 2 poderão ter redução no número de vagas. Já os que receberam conceito 1 podem ter suspensão total de novos ingressos. As instituições terão prazo para apresentar defesa.

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Mudança no modelo de avaliação

O Enamed substitui o Enade para os cursos de Medicina, com modelo próprio, mais aprofundado e alinhado às exigências da profissão. A participação foi obrigatória para todos os estudantes concluintes, inscritos pelas instituições.

Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana:

“É uma maneira de a instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e terem um ensino de qualidade.”

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