Dois anos após enchente, Estado presta contas das ações em coletiva nesta sexta

O governo do Rio Grande do Sul apresenta nesta sexta-feira o balanço dos dois anos da enchente de 2024, considerada a maior tragédia climática da história do estado. O desastre deixou 183 pessoas mortas e 23 estão desaparecidas, sendo que no Vale do Taquari foram registrados 47 óbitos.
As fortes chuvas que começaram no final de abril de 2024 e se prolongaram até maio atingiram 441 municípios, representando 95% das cidades gaúchas. Mais de 600 mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas durante a tragédia.
Investimentos em reconstrução
Desde os primeiros dias após as enchentes, o governo implementou o Plano Rio Grande (PRG), programa voltado ao apoio emergencial e à reconstrução da infraestrutura. Segundo balanço oficial, já foram investidos cerca de R$ 6,9 bilhões em diferentes frentes de atuação.
Entre as ações está o repasse de R$ 112,1 milhões distribuídos para 36.876 famílias via PIX através da campanha “SOS Rio Grande do Sul”. O programa “Volta Por Cima” destinou R$ 251 milhões para 100.448 famílias inscritas no Cadastro Único.
Impactos na saúde e educação
Conforme dados oficiais, 298 hospitais em 87 municípios tiveram suas instalações afetadas pelas enchentes. Com exceção do Hospital Pronto Socorro de Canoas, que opera parcialmente, todos os outros voltaram ao funcionamento.
Na educação, mais de 400 mil alunos de escolas estaduais foram impactados. Cerca de 600 escolas foram danificadas e, desse total, oito ainda não retornaram aos espaços de origem.
Prejuízos econômicos
Um relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e do Grupo Banco Mundial estimou em R$ 88,9 bilhões o impacto das enchentes na economia do Rio Grande do Sul em 2024.
Cidades como Cruzeiro do Sul, no Vale do Taquari, tiveram 60% da área urbana atingida pelas águas do Rio Taquari, com 1.109 casas destruídas e 13 mortos apenas neste município.






