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Golpes do Pix: delegado de Encantado alerta e explica como se prevenir

Fraudes com transferências via Pix estão cada vez mais comuns; conheça as principais armadilhas e saiba como reaver valores roubados

Os golpes virtuais têm se multiplicado, e as fraudes envolvendo o Pix estão entre as mais aplicadas por criminosos. O delegado Alex Assmann, da Delegacia de Polícia de Encantado, alerta para a necessidade de cautela ao realizar transferências e reforça que vítimas de golpes podem contar com o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para tentar recuperar valores enviados a fraudadores.

Ferramenta permite reaver dinheiro em caso de fraude ou falha operacional

O Mecanismo Especial de Devolução (MED) é um recurso criado pelo Banco Central para facilitar a devolução de valores enviados via Pix em casos de golpes, fraudes ou erros operacionais. O objetivo é aumentar as chances da vítima recuperar o dinheiro.

Como funciona o MED?

Se você foi vítima de um golpe ou fraude, é possível acionar o MED dentro do prazo de até 80 dias após a transação. O processo ocorre da seguinte forma:

1️⃣ Registrar a reclamação no banco ou instituição financeira onde o Pix foi feito.
2️⃣ A instituição avalia o caso e, se ele se enquadrar no MED, os valores na conta do recebedor são bloqueados temporariamente.
3️⃣ A análise dura até 7 dias. Se não houver indícios de fraude, os valores são desbloqueados para o recebedor.
4️⃣ Caso seja confirmada a fraude, a devolução do dinheiro (total ou parcial) ocorre em até 96 horas.

Quando o MED também pode ser utilizado?

Além de fraudes e golpes, o MED pode ser acionado em caso de falha operacional no sistema Pix da instituição financeira. Isso inclui, por exemplo, transações duplicadas.

  • A instituição avalia se houve erro.

Caso confirmado, o dinheiro é devolvido em até 24 horas.

Principais golpes com Pix

Os criminosos utilizam diferentes estratégias para enganar vítimas. Entre os golpes mais comuns estão:

🔹 Falsos contatos de amigos e familiares

  • Golpistas criam perfis falsos ou clonam números de WhatsApp, fingindo ser conhecidos da vítima.

  • Pedem transferências urgentes, alegando emergências.

🔹 Falsos boletos e cobranças

  • Golpistas enviam boletos fraudulentos por e-mail, WhatsApp ou SMS.

  • Empresas e bancos não costumam solicitar pagamentos por essas vias.

🔹 QR Codes fraudulentos

  • Criminosos divulgam códigos QR falsos em anúncios online.

  • O pagamento vai direto para contas de fraudadores.

🔹 Golpe do falso suporte bancário

  • Estelionatários ligam ou enviam mensagens fingindo ser do banco da vítima.

  • Pedem dados pessoais e convencem a vítima a fazer transferências.

🔹 Golpe do falso prêmio

  • A vítima recebe um contato informando que ganhou um prêmio, mas precisa pagar taxas via Pix para resgatá-lo.


Como se proteger de golpes

✔ Desconfie de contatos inesperados
Se um amigo ou familiar pedir dinheiro, tente confirmar por ligação antes de transferir.

✔ Verifique informações
Se receber boletos ou pedidos de pagamento, consulte diretamente a empresa ou pessoa envolvida.

✔ Não clique em links suspeitos
Criminosos enviam mensagens falsas para capturar seus dados. Sempre acesse sites oficiais digitando o endereço no navegador.

✔ Habilite a autenticação em dois fatores
A proteção extra dificulta que sua conta seja acessada por criminosos.

✔ Evite expor dados pessoais nas redes sociais
Informações como telefone e documentos podem ser usados em golpes.

Fez um pix, mas acha que foi vítima de golpe? Veja o que fazer

  1. Fale com seu banco o quanto antes pelo aplicativo ou pelos canais tradicionais
  2. Seu banco irá avisar ao banco do suposto golpista em, no máximo, meia hora
  3. O banco do suposto golpista bloqueia o valor (se não tiver o valor total, o bloqueio é parcial)
  4. Os dois bancos têm até 7 dias corridos para analisar o caso.
  • Se não foi golpe: O valor é liberado ao receber
  • Se foi golpe: O valor é devolvido à vítima em até 96 horas após a análise.

 

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