
Uma adolescente de 14 anos foi apreendida após matar uma idosa e ferir um homem em um ataque com faca em Atlântida Sul, distrito de Osório, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A vítima fatal foi identificada como Elzira Cabral, de 81 anos.
O crime ocorreu por volta das 15h40 de terça-feira (3), na avenida Paraguassú, no centro do balneário.
Segundo a polícia, a jovem furtou uma faca e atacou um homem de 48 anos, atingido no tórax. Ele foi socorrido e permanece hospitalizado em estado grave, porém estável.
Na sequência, a adolescente também esfaqueou a idosa, que morreu no local.
Vídeo foi publicado nas redes sociais
Após o ataque, a jovem publicou um vídeo em seu perfil no TikTok, mostrando a vítima ferida no chão.
A gravação trazia a legenda:
“O que eu fiz…”
O conteúdo foi posteriormente removido da plataforma.
A adolescente foi apreendida por uma equipe do 8º Batalhão da Brigada Militar e encaminhada à Delegacia de Polícia de Osório.
Ela foi autuada por atos infracionais análogos a homicídio e tentativa de homicídio.
Ataques foram aleatórios
De acordo com o delegado João Henrique Gomes, as vítimas foram escolhidas ao acaso.
“Ela atacou o homem, depois esfaqueou a mulher, que descia de um carro. As vítimas sofreram ataque aleatório”, afirmou o delegado.
Elzira Cabral era natural de Novo Hamburgo e havia se mudado para Atlântida Sul recentemente.
Alerta de violência na escola
Um dia antes do ataque, a adolescente havia sido suspensa da escola após um episódio de agressão.
Segundo registro interno da instituição:
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a jovem tentou perfurar a barriga de outro aluno com uma tesoura
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uma monitora de 47 anos conteve a situação e acabou ferida
Durante o episódio, a adolescente também teria afirmado que queria fazer um “massacre na escola” para aparecer na televisão.
Mesmo com o registro do caso, as forças policiais não foram acionadas naquele momento.
Situação médica
Segundo a investigação, a jovem possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Apesar disso, conforme a polícia, ela não é considerada inimputável.
De acordo com relato da família, a adolescente faz uso de medicação, mas não tinha acompanhamento psiquiátrico regular. Após o episódio ocorrido na escola, houve recomendação médica para aumentar a dosagem do medicamento e reavaliar o quadro clínico.






