Manicure é presa em Panambi por venda e aplicação irregular de “canetas emagrecedoras”

Uma manicure foi presa em flagrante nesta terça-feira (19), em Panambi, durante uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) com apoio da Brigada Militar, Polícia Civil e Vigilância Sanitária. Ela é investigada por comercializar e aplicar irregularmente medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”, sem autorização legal ou habilitação profissional.
A ação ocorreu durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em uma residência onde também funcionava um salão de manicure e pedicure. Segundo o Ministério Público, o local era utilizado como uma clínica clandestina para venda e aplicação de medicamentos com princípio ativo “Tirzepatida”, utilizado em tratamentos para emagrecimento.
Conforme a investigação conduzida pelo promotor de Justiça Daniel Mattioni, denúncias indicavam que a investigada fazia prescrições, definia dosagens e orientava tratamentos sem possuir formação técnica ou autorização para atuar na área da saúde.
Durante a fiscalização, os agentes encontraram medicamentos armazenados em geladeira doméstica, junto a alimentos e sem controle sanitário adequado. Produtos também foram apreendidos em condições consideradas irregulares pela Vigilância Sanitária.
Segundo o MPRS, a mulher divulgava os procedimentos pelas redes sociais e realizava aplicações no próprio imóvel.
Risco à saúde pública
A prisão em flagrante ocorreu com base no artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação, adulteração ou comercialização irregular de medicamentos, inclusive sem registro ou em desacordo com exigências sanitárias.
O promotor Daniel Mattioni alertou para os riscos envolvendo o uso de medicamentos sem acompanhamento profissional.
“A população deve ter cautela com soluções milagrosas de emagrecimento divulgadas em redes sociais, pois o uso desses medicamentos sem orientação médica pode trazer consequências graves.”
O Ministério Público reforçou que tratamentos para emagrecimento devem ocorrer com acompanhamento médico e que medicamentos devem ser adquiridos apenas em estabelecimentos regularizados e fiscalizados.






