Suspeito de golpe milionário contra idosa é preso em aeroporto no Rio

Um dos principais suspeitos de integrar o esquema de falsos investimentos que provocou um prejuízo de R$ 37 milhões a uma idosa de 70 anos foi preso nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Civil, o homem é proprietário de uma das instituições financeiras investigadas na Operação Criptoabate. Ele mora em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e foi detido com apoio da Polícia Federal quando se preparava para embarcar de volta ao estado.
A identidade do suspeito não foi divulgada.
Conta ligada ao investigado movimentou R$ 77 milhões
De acordo com a investigação, uma conta vinculada ao CPF do suspeito teria movimentado cerca de R$ 77 milhões.
Parte dos depósitos teria ocorrido logo após as transferências realizadas pela idosa vítima do golpe.
A Polícia Civil aponta ainda que as movimentações consideradas suspeitas envolvendo o grupo investigado chegam a aproximadamente R$ 30 bilhões.
Uma das instituições investigadas teria movimentado R$ 295 milhões em apenas um dia, enquanto uma empresa localizada em São Paulo registrou uma movimentação considerada atípica de cerca de R$ 500 milhões.
Idosa perdeu R$ 37 milhões
O caso ganhou repercussão após a descoberta de que uma mulher de 70 anos havia perdido praticamente todo o patrimônio em um esquema de falsos investimentos.
Durante cerca de seis meses, ela teria sido convencida pelos golpistas a retirar recursos mantidos em uma corretora regular e transferi-los para uma plataforma fraudulenta.
Segundo a investigação, boa parte dos R$ 37 milhões era proveniente de uma herança. A vítima também perdeu rendimentos acumulados em investimentos anteriores.
Golpistas conquistavam confiança das vítimas
O método investigado é conhecido como “pig butchering”, ou “golpe do abate de porcos”.
Nesse tipo de fraude, os criminosos mantêm contato prolongado com a vítima, constroem uma relação de confiança e, gradualmente, apresentam supostas oportunidades de investimento com promessa de altos rendimentos.
Com o passar do tempo, os valores investidos aumentam, até que a vítima percebe que não consegue recuperar o dinheiro aplicado.
140 possíveis vítimas
A Polícia Civil já identificou ao menos 140 possíveis vítimas em diferentes estados brasileiros.
A Operação Criptoabate cumpriu 90 ordens judiciais em três estados.
Até o momento, três suspeitos foram presos em São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Outros sete investigados permanecem foragidos.
O grupo é investigado por crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações continuam para identificar outros envolvidos, rastrear os recursos movimentados e localizar novas vítimas.






