Idosa gaúcha perde R$ 37 milhões de herança em golpe de falsos investimentos

Uma idosa de 70 anos perdeu cerca de R$ 37 milhões após cair em um golpe envolvendo falsos investimentos. Segundo a Polícia Civil, grande parte do dinheiro era proveniente de uma herança e acabou sendo transferida gradualmente para uma plataforma fraudulenta.
A vítima teria sido convencida ao longo de aproximadamente seis meses a retirar os recursos que mantinha em uma corretora regular e direcioná-los para o esquema criminoso.
Além do valor herdado, ela também perdeu parte dos rendimentos que havia acumulado anteriormente com investimentos.
Corretor chegou a alertar sobre os riscos
De acordo com a investigação, a mulher já possuía experiência no mercado financeiro e mantinha um perfil de investimentos considerado agressivo.
Mesmo assim, o profissional que administrava seus recursos teria alertado diversas vezes sobre os riscos das operações e desaconselhado aportes elevados.
Apesar dos avisos, a vítima decidiu retirar o patrimônio da corretora e passou a realizar as transferências indicadas pelos golpistas.
Operação investiga esquema
O caso é apurado pelo Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos, que deflagrou nesta quinta-feira (13) a Operação Criptoabate.
A investigação envolve suspeitas de estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
Segundo a Polícia Civil, já foram identificadas 140 possíveis vítimas em diferentes estados do país.
Ao todo, foram cumpridas 90 ordens judiciais em três estados.
Entre os presos estão proprietários de instituições financeiras que atuavam com conversão de criptomoedas, dois estrangeiros e uma gerente de uma instituição financeira tradicional, suspeita de facilitar a abertura de contas utilizadas pelo grupo.
Movimentações chegam a bilhões
As investigações também identificaram movimentações consideradas suspeitas que, somadas, chegam a aproximadamente R$ 30 bilhões.
Uma das instituições investigadas teria movimentado cerca de R$ 295 milhões em apenas um dia.
Os valores estão sendo analisados para identificar a origem e o destino do dinheiro, além da participação de cada investigado no esquema.
Golpe usa aproximação e promessa de lucro
A fraude investigada segue um modelo conhecido como “pig butchering”, no qual os criminosos constroem uma relação de confiança com a vítima durante semanas ou meses.
Depois dessa aproximação, passam a oferecer supostas oportunidades de investimento com promessa de alta rentabilidade.
As plataformas fraudulentas podem apresentar saldos e lucros fictícios para estimular novos aportes. O prejuízo normalmente só é percebido quando a vítima tenta retirar o dinheiro e descobre que os valores não estão disponíveis.
A Polícia Civil segue investigando o caso para localizar outros envolvidos e identificar novas vítimas.






