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Exército descarta ponte provisória sobre o Rio Guaporé durante recuperação da ERS-129

Uma das alternativas mais aguardadas para amenizar os transtornos provocados pela interdição da ponte da ERS-129, entre Encantado e Muçum, não deverá sair do papel neste momento. O Exército Brasileiro informou que não irá disponibilizar uma ponte metálica provisória nem uma passadeira para a travessia do Rio Guaporé.

A decisão consta em documento encaminhado pelo 4º Grupamento de Engenharia, do Comando Militar do Sul, à Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat), conforme divulgado nesta quarta-feira (12) pela Rádio Independente.

A resposta aumenta a pressão por soluções rápidas para restabelecer a ligação entre os dois municípios, considerada estratégica para o deslocamento diário de moradores, trabalhadores, estudantes, empresas e transportadores da região.

A Amat havia solicitado, em 4 de agosto, uma avaliação técnica e operacional sobre a possibilidade de instalação de uma estrutura temporária enquanto a ponte da ERS-129 permanece interditada. O pedido surgiu após os danos provocados em um dos pilares da ponte pelas fortes chuvas que atingiram o Vale do Taquari.

Estruturas disponíveis não atendem ao vão necessário

Segundo o documento, o Exército avaliou preliminarmente as pontes metálicas disponíveis em organizações militares do Rio Grande do Sul. O principal entrave é técnico: as estruturas existentes possuem dimensões menores do que o vão necessário no ponto previsto para a travessia sobre o Rio Guaporé.

Além disso, uma eventual instalação exigiria obras complementares importantes, como construção de aterros nas margens, abertura de acessos e obtenção das respectivas licenças ambientais.

Na avaliação do 4º Grupamento de Engenharia, essas intervenções demandariam tempo e recursos e, nas condições atuais, não apresentariam uma relação custo-benefício considerada adequada.

Passadeira também está fora dos planos

Outra possibilidade analisada foi a utilização de uma passadeira destinada à travessia de pedestres. Estruturas semelhantes foram utilizadas no Vale do Taquari após as enchentes de 2024, entre elas a instalada sobre o Rio Forqueta, ligando Lajeado e Arroio do Meio após a queda da ponte da ERS-130.

No caso de Encantado e Muçum, porém, a disponibilização desse equipamento também não deverá ocorrer neste momento.

A negativa representa mais uma dificuldade na busca por uma solução temporária para a mobilidade entre os municípios e reforça a importância da recuperação da estrutura existente.

Exército quer preservar equipamentos para emergências maiores

Outro ponto considerado é a finalidade das pontes metálicas mantidas sob guarda do Exército. Conforme o documento, os equipamentos foram adquiridos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e são destinados prioritariamente a situações emergenciais capazes de causar grandes impactos sobre o fluxo logístico do Estado.

A preocupação é manter essas estruturas disponíveis para eventuais interrupções em rodovias federais ou interestaduais, especialmente em situações que possam comprometer o transporte pesado e as principais ligações de entrada e saída do Rio Grande do Sul.

O atual cenário climático também pesa na decisão. Com a possibilidade de novos episódios de chuva intensa e enchentes, o Exército entende ser necessário preservar esses equipamentos para ocorrências consideradas de maior impacto.

Agora, recuperação da ERS-129 ganha ainda mais urgência

Sem a ponte metálica e sem a passadeira do Exército, as atenções se voltam ainda mais para os trabalhos de recuperação da ponte sobre o Rio Guaporé.

A estrutura permanece como uma ligação fundamental entre Encantado e Muçum e sua interdição tem provocado mudanças de rota, aumento no tempo de deslocamento e impactos diretos sobre a rotina e a economia regional.

Com uma das principais alternativas emergenciais descartada, cresce a expectativa sobre o avanço da obra e sobre quais soluções poderão ser adotadas para reduzir os prejuízos enquanto a travessia pela ERS-129 não for restabelecida.

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