Operação prende 16 suspeitos de fabricar armas com impressoras 3D no RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu 16 pessoas nesta quarta-feira (19) durante a Operação 3D, que investiga um grupo suspeito de fabricar e vender armas artesanais produzidas com impressoras 3D na Região Metropolitana de Porto Alegre.
O principal alvo da operação foi preso em Canoas. Segundo a investigação, ele obtinha modelos de armamentos na internet e produzia peças utilizadas na montagem das armas. Outros integrantes do grupo seriam responsáveis pelo fornecimento de componentes necessários para a montagem.
A polícia afirma que os armamentos eram montados, testados e depois vendidos para integrantes de facções criminosas que atuam no Estado. As autoridades investigam ainda a participação de outras pessoas na estrutura.
A investigação começou no fim de 2025, após policiais encontrarem uma impressora 3D e arquivos com modelos de armas em um computador. A partir das apreensões, os investigadores passaram a apurar a existência de uma estrutura organizada para produção e comercialização dos armamentos.
Um dos principais desafios para a polícia é rastrear as armas. Segundo as autoridades, os modelos produzidos artesanalmente não possuem número de série, o que dificulta identificar a origem dos equipamentos e o caminho percorrido até os compradores.
Ao todo, a Operação 3D cumpre 20 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão em Porto Alegre, Canoas, Triunfo, Eldorado do Sul, São Leopoldo e Montenegro.
Até a última atualização, 16 pessoas haviam sido presas. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
A investigação continua para identificar todos os envolvidos e esclarecer a extensão do esquema de fabricação e distribuição.






