Saúde

SUS amplia atendimento psicológico online para mulheres em situação de violência

Mulheres que vivem ou viveram situações de violência e familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras podem acessar atendimento psicológico gratuito e online pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O serviço Acolhe Mais — Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres foi ampliado para todos os estados brasileiros em 24 de agosto. A iniciativa tem capacidade para realizar até 100 mil teleatendimentos por mês.

O acesso é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, utilizando a conta gov.br. Dentro da plataforma, a usuária deve entrar em “Miniapps” e selecionar Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”. Depois, será direcionada para a plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), onde fará o cadastro e informará se busca atendimento por situação de violência ou por exercer o papel de cuidadora.

Não é necessário encaminhamento médico prévio. Após a solicitação, a equipe entra em contato em até 24 horas para que a usuária escolha o dia e o horário da consulta. Até o atendimento, são enviados lembretes e, na data marcada, o link para a teleconsulta.

No atendimento relacionado à violência, a equipe avalia inicialmente possíveis situações de risco, a rede de apoio e as principais necessidades da mulher. Cada usuária pode realizar até 10 sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo quando necessário. Conforme a avaliação, também pode haver encaminhamento para continuidade do cuidado em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou outro serviço da rede.

As consultas são realizadas por psicólogas mulheres capacitadas pelo Ministério da Saúde para atuar em ambiente virtual e identificar situações de risco. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.

Além das mulheres em situação de violência, a iniciativa atende mães, tias, avós, irmãs e outros familiares que exercem atividades de cuidado de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. A proposta considera dificuldades enfrentadas por quem cuida, como falta de tempo, distância e dificuldade de deslocamento.

O atendimento voltado às mulheres em situação de violência começou em março, inicialmente como projeto-piloto no Recife (PE) e no Rio de Janeiro (RJ). A partir da ampliação anunciada em agosto, o serviço passou a contemplar mulheres de todo o Brasil e incorporou também o atendimento às familiares cuidadoras.

Em situações de risco imediato, a orientação é buscar atendimento de emergência pelos canais adequados, como o Samu ou a Polícia Militar, pelo 190. Nos casos que não exigem intervenção emergencial, a equipe pode articular o atendimento com os serviços de saúde disponíveis no território.

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