Morador de Venâncio Aires se prepara para combater na guerra da Ucrânia

O venâncio-airense Jonathan Silva Machado, de 36 anos, está na Ucrânia e aguarda o término da preparação militar para ser encaminhado a missões relacionadas ao conflito com a Rússia. O brasileiro chegou ao país em 26 de maio, após percorrer mais de 12 mil quilômetros, e atualmente permanece em uma instalação militar próxima à região de combate.
A relação de Machado com as Forças Armadas começou aos 18 anos, quando ingressou no Exército Brasileiro. Durante sua trajetória militar, serviu no 7º Batalhão de Infantaria Blindado, em Santa Cruz do Sul, e no 29º Batalhão, em Santa Maria.
Mesmo depois de deixar o Exército e seguir outras atividades profissionais, ele manteve o interesse pela área militar. Em 2015, chegou a tentar ingressar na Legião Estrangeira Francesa, mas não concluiu o processo. Posteriormente, trabalhou no setor metalúrgico e retornou ao Rio Grande do Sul em 2025.
A ida para a Ucrânia começou com informações encontradas nas redes sociais sobre o recrutamento de estrangeiros. Machado realizou a inscrição pela internet e posteriormente ingressou na Legião Internacional da Ucrânia, estrutura que recebe voluntários de diferentes países para atuar junto às forças ucranianas.
Desde a chegada ao país, o brasileiro passou por uma série de treinamentos para se preparar para as condições encontradas em uma zona de guerra. Entre as atividades estão exercícios militares, treinamento com armas e preparação para situações envolvendo drones, armamentos pesados e combate em diferentes terrenos.
Com o fim dessa etapa, Machado poderá ser direcionado para atividades de reconhecimento, defesa de posições e operações em áreas urbanas ou trincheiras. O local exato onde ele se encontra não foi divulgado por questões de segurança.
A rotina no conflito também poderá limitar o contato com os familiares que permanecem no Brasil. Conforme relatado por Machado à Folha do Mate, existem situações em que os integrantes das tropas podem passar vários dias ou até meses sem conseguir conversar diretamente com seus familiares.
Segundo o relato publicado pelo jornal, o brasileiro assinou um contrato inicial de três anos com o governo ucraniano, com possibilidade de encerramento após seis meses. A decisão de permanecer no país envolve, de acordo com Machado, tanto o interesse em ajudar quanto a oportunidade de retomar uma atividade ligada à carreira militar.
A reportagem original foi publicada pela Folha do Mate, de Venâncio Aires, em 29 de agosto de 2026.






