Laudo não encontra vestígios genéticos e aponta corte no pescoço como causa da morte de Alice Nitz

De acordo com o advogado Marcio Arcari, constituído pela família de Wagno Arezi Henika, o laudo pericial sobre a morte de Alice Nitz, de 14 anos, foi concluído nesta sexta-feira (28), em Encantado, 11 dias após o crime, e aponta como causa da morte hemorragia externa e lesão de via aérea decorrentes de esgorjamento, termo médico-legal para o corte na região do pescoço, provocado por instrumento cortante classificado como arma branca e compatível com uma faca.
O laudo inclui também o resultado da análise de material genético coletado durante os trabalhos periciais. Conforme o advogado, o exame não identificou material genético de terceiros no corpo da adolescente. Em interrogatório à Polícia Civil, Henika havia negado a existência de relacionamento com Alice.
Esse tipo de análise é rotineiro em investigações de crimes contra a vida e serve para verificar a presença de vestígios biológicos que possam auxiliar na reconstrução dos fatos. Um resultado negativo indica que não foram encontrados vestígios nas amostras examinadas.
A Polícia Civil não confirmou oficialmente o teor do laudo até a publicação desta matéria.
Relembre o caso
Alice foi encontrada morta em 17 de agosto, em uma residência no bairro Jardim do Trabalhador, em Encantado. Wagno Arezi Henika, de 40 anos, ex-companheiro da mãe da adolescente, está preso preventivamente desde 18 de agosto e confessou formalmente o crime durante depoimento à Polícia Civil no dia seguinte, conforme apurado pelo Jornal Força do Vale à época.
Marcio Arcari acompanha o caso em nome da família do investigado. Em manifestação anterior ao Jornal Força do Vale, antes da prisão, ele informou que familiares buscavam localizar Henika e pretendiam apresentá-lo às autoridades.
A divulgação do laudo acrescenta elementos à investigação, especialmente sobre a natureza dos ferimentos e as circunstâncias que antecederam a morte da adolescente.
A investigação continua sob responsabilidade das autoridades policiais e judiciais, que deverão analisar o laudo pericial junto com os demais elementos reunidos no processo. O inquérito é conduzido pela delegada Dieli Caumo Stobbe e apura o caso como feminicídio.






