O macaco que quase virou prefeito do Rio

Em 1988, uma das eleições mais curiosas da história brasileira teve um candidato improvável: Macaco Tião, um chimpanzé do Zoológico do Rio de Janeiro.
A candidatura surgiu como uma sátira criada por humoristas das revistas Casseta Popular e Planeta Diário, em meio ao cenário de insatisfação política daquele período.
Como a votação ainda era feita em cédulas de papel, os eleitores podiam escrever o nome de qualquer pessoa. E milhares decidiram escrever: Macaco Tião.
O resultado foi surpreendente. Cerca de 400 mil votos foram atribuídos ao chimpanzé. Como ele não era candidato oficial, os votos foram considerados nulos. Se fossem válidos, Tião teria terminado a disputa em terceiro lugar.
A brincadeira acabou se transformando em um dos maiores exemplos de voto de protesto da história política brasileira e levou Tião até ao Guinness World Records.
Tião morreu em 1996, aos 33 anos. Mesmo décadas depois, sua história continua sendo lembrada como um retrato curioso da relação entre humor, política e insatisfação popular.
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