Saúde

Exame de sangue pode indicar maior probabilidade de longevidade, diz estudo

Trabalho identificou seis moléculas de RNA capazes de prever sobrevida de idosos com até 86% de precisão.

Um estudo publicado na revista científica Aging Cell aponta que um exame de sangue pode prever a longevidade de idosos com alta precisão. A pesquisa analisou mais de 1.200 amostras e identificou moléculas de RNA associadas à sobrevida.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade Duke em parceria com a Universidade de Minnesota. Os cientistas focaram em pequenas moléculas chamadas piRNAs, relacionadas à regulação genética.

Resultado da análise

Segundo o estudo, a combinação de apenas seis piRNAs foi capaz de indicar se uma pessoa sobreviveria por pelo menos dois anos, com até 86% de acerto.

O índice superou critérios tradicionalmente utilizados, como:

  • Idade

  • Hábitos de vida

  • Outras medidas clínicas de saúde

Os dados mostraram que níveis mais baixos de determinados piRNAs estão associados a maior expectativa de vida — padrão semelhante ao já observado em organismos mais simples.

Próximos passos

Os pesquisadores apontam que a descoberta pode abrir caminho para novas investigações sobre:

  • Impacto de mudanças no estilo de vida

  • Uso de medicamentos

  • Terapias baseadas em GLP-1

A proposta é entender se intervenções podem alterar os níveis dessas moléculas e influenciar a qualidade de vida.

O estudo reforça o uso de marcadores biológicos como ferramenta de apoio na avaliação de riscos e estratégias de prevenção.

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