
O governo federal oficializou a criação do Parque Nacional Marinho do Albardão e da Área de Proteção Ambiental do Albardão, no litoral de Santa Vitória do Palmar, no extremo sul do estado. As duas unidades somam 1.618.488 hectares, formando o maior parque marinho costeiro do país.
A criação foi oficializada por decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Área protegida no extremo sul gaúcho
A nova área de conservação abrange ecossistemas marinhos e costeiros considerados estratégicos para a biodiversidade do Atlântico Sul.
A gestão ficará a cargo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela administração de unidades de conservação federais.
Segundo o governo, a região funciona como área de alimentação, reprodução e crescimento de diversas espécies marinhas.
Entre elas estão:
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Toninha (Pontoporia blainvillei), o golfinho mais ameaçado do Atlântico Sul Ocidental
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Tartarugas marinhas
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Tubarões e raias
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Aves marinhas migratórias
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Outros mamíferos marinhos que utilizam o litoral ao longo de seus ciclos de vida
Área de proteção ambiental permitirá uso sustentável
Além do parque nacional, foi criada a Área de Proteção Ambiental do Albardão, com cerca de 56 mil hectares.
A categoria permite atividades humanas controladas e prevê regras para uso sustentável do território costeiro.
Entre as atividades previstas estão:
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Pesca artesanal
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Turismo ecológico
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Ordenamento da ocupação na faixa costeira
A região possui aproximadamente 250 quilômetros de faixa de areia, considerada uma das mais extensas e preservadas do litoral brasileiro.
Processo começou há mais de 20 anos
A área do Albardão foi apontada como prioritária para conservação em 2004.
O processo formal para criação das unidades começou em 2008, com participação de universidades e organizações ambientais. Estudos técnicos foram realizados entre 2017 e 2019, seguidos de consultas públicas em 2024.
Após debates e análises complementares conduzidas pelo ICMBio, o governo federal definiu a configuração final do parque neste ano.
“Os ambientes de concheiros, a presença de espécies ameaçadas e a notável biodiversidade passam a receber proteção compatível com sua relevância”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.






