
A construção do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS Tipo I) em Encantado está paralisada há mais de seis meses devido à falta de repasse de recursos do Governo Federal. A situação preocupa moradores e profissionais da saúde, já que a unidade é considerada estratégica para ampliar o atendimento em saúde mental no município. A obra foi iniciada em 10 de abril de 2025, com investimento estimado em R$ 1,87 milhão. Com área de 608,16 m², o novo CAPS tem como objetivo oferecer acompanhamento especializado a pessoas com transtornos mentais e fortalecer a rede pública de atenção psicossocial. Responsável pela execução, a empresa 4D Construções Ltda já concluiu cerca de 30% da obra. No entanto, segundo informações apuradas, até o momento não houve liberação de pagamento por parte do Governo Federal, apesar de o recurso já estar aprovado. Diante da ausência de repasses, a empresa solicitou a paralisação temporária dos trabalhos, aguardando a regularização dos pagamentos. De acordo com o construtor Tiago Orsolin, que já atuou em outras obras com recursos federais — como a ciclovia do Lajeadinho —, esta é a primeira vez que enfrenta esse tipo de situação. Ele relata ainda que o local já foi alvo de três furtos durante o período de paralisação, além de prejuízos com materiais que acabaram se deteriorando. A construção depende de recursos federais vinculados ao Fundo Nacional de Saúde (FNS), responsável pela transferência dos valores para a execução da obra. A expectativa agora é que o Governo Federal regularize os repasses, permitindo a retomada dos trabalhos e a conclusão da unidade. O que diz a Prefeitura Conforme a engenheira Ana Delsa Tronco Civardi, a empresa vinha executando a obra — cerca de 30% concluída — conforme registros no Sistema de Monitoramento de Obras (SISMOB). No entanto, até o momento, o Fundo Nacional de Saúde não efetuou nenhum repasse financeiro. “Estamos alimentando o SISMOB e realizando reuniões quinzenais com o UNOPS, que acompanha as obras na região Sul para o Ministério da Saúde, mas não há explicação para a falta de pagamento. É uma situação estranha, pois outra obra, como a da UBS em execução, já recebeu os recursos. Tivemos inclusive uma videoconferência nesta semana e eles também estão cobrando uma solução do Ministério, já que toda a parte técnica está regular. Seguimos acompanhando de perto”, afirmou.






