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#NolimarPerondi | Confira a coluna do Perondi desta semana

Sicredi

Com mais de 110 mil operações, somando R$ 14,4 bilhões, o Sicredi encerra os primeiros sete meses do Plano Safra 2025/2026 no topo da lista como principal instituição financeira de crédito rural do Rio Grande do Sul. Essa posição de destaque, conforme o balanço até janeiro deste ano, ocorre para o público do Pronaf, com 44,48%, e do Pronamp, com 45% das liberações. Esse valor é superior ao do mesmo período do ciclo anterior, que registrou R$ 12,7 bilhões.

Primeira

O Sicredi é a primeira instituição financeira cooperativa do Brasil e projeta a ampliação da presença física neste ano em solo gaúcho, com mais 14 novas agências. Com quase 3 milhões de associados, o Sicredi conta com 685 pontos de atendimento em 484 cidades do Rio Grande do Sul. Essa cobertura representa 97% do estado. Conforme o presidente da Central Sicredi Sul/Sudeste, Márcio Port, a instituição também prevê o fortalecimento da atuação digital. A explicação dada por Márcio resume bem a identificação com o seu público: “O digital traz velocidade para as operações dos associados e a proximidade física possibilita compreender as diferentes realidades de cada região”.

Cooperativas

Existe uma frase que revela muito a importância do cooperativismo, nas mais diversas modalidades de negócios, nessa convivência com o capitalismo: “Ninguém perde quando todos ganham”. Poderia citar outras tantas para dimensionar sua participação no enfrentamento às desigualdades sociais provocadas pela concentração de renda, porém, melhor é fazer comparativos, por exemplo, no setor financeiro, por meio de fatos históricos. Nos últimos cinquenta anos, o setor financeiro tem sido uma das principais fontes de riqueza entre os bilionários da lista da Forbes, com dezenas de banqueiros e herdeiros de bancos figurando no ranking ao longo das décadas. Embora o número exato varie anualmente, mais de 15 a 20 pessoas ligadas diretamente ao setor bancário aparecem com frequência, com destaque para as famílias Safra, Moreira Salles, Setubal e Aguiar; entre os mais antigos, Aloysio de Andrade Faria, do banco Real/Alfa, e Julio Bozano, do Banco Meridional; e, entre os mais recentes, André Esteves, do BTG Pactual, que na lista de março deste ano figura em segundo lugar, entre 70 bilionários, com uma fortuna estimada em US$ 20,2 bilhões — reforçando, caso não tenha notado, que o valor está em dólares. No câmbio atual, isso representa mais de R$ 105 bilhões.

Milionários

Conforme o Relatório Global de Riqueza 2024/2025 do banco UBS, com sede na Suíça, o Brasil possui aproximadamente 433 mil milionários — pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão. O país fica à frente de nações como Rússia e México. Faço esta exposição para uma reflexão: em que lado do balcão você está? De uma coisa é certa: em um banco onde todos são donos, o lucro — ou, como chamam as instituições financeiras cooperativas, as sobras — é reinvestido no desenvolvimento da própria região. Um boi se ataca sozinho; já uma boiada fica mais difícil. Falo por mim: pessoalmente, não conheço nenhum grande milionário, muito menos bilionários. Agora, associados do Sicredi, uma infinidade. Pegou a visão?

Rusga

Na sessão desta semana da Câmara de Vereadores de Encantado, ocorreu nova rusga entre os vereadores Valdecir Cardoso e Daniel Passaia. O vereador Cardoso novamente advertiu a presidência sobre projetos que continuam na pauta com pareceres jurídicos considerados inviáveis. O presidente, Claudinho da Silva, explicou que os pareceres são consultivos e, por esse motivo, não havia possibilidade de retirá-los, haja vista que o plenário é soberano. Na sequência, Passaia pediu a palavra e afirmou: “O vereador Cardoso pediu para sair da comissão, votando na comissão para derrubar direto na comissão, mas ele preferiu sair. Então, não adianta ficar reclamando agora no plenário, sempre com esse discurso… votar a favor ou contra, nosso filtro é lá na urna. Não adianta ficar dando desculpinha aqui e, principalmente, por não fazer parte da comissão que ele mesmo pediu para sair. Não adianta agora ficar dando ‘pitaco’ na comissão”.

Divergência

A indignação do vereador Valdecir Cardoso vem desde a votação das duas comissões existentes no Legislativo. Até então, era convencionado que a situação ficava na presidência de uma delas e a oposição na presidência da outra. No segundo ano deste mandato, os vereadores da base do governo perceberam que tinham maioria e ficaram com as duas presidências, sob o argumento da proporcionalidade — que, ao meu ver, poderia ser questionado judicialmente com base no abuso de poder da maioria, desrespeitando a minoria, que tem garantia constitucional e uma prática comum até então. Ainda assim, foi ofertado à oposição uma participação meramente figurativa — que dirá de protagonismo.

Comissão

Daniel Passaia, que afirmou ao vereador Valdecir Cardoso não ter direito de dar “pitaco”, já que havia pedido para sair, mal sabe que só está na presidência da comissão porque Leonardo Lorenzi não compreendeu que ele seria o indicado para o cargo, deixando Passaia apenas como membro e votando fora do combinado com a base. Por conta dos inúmeros embaraços causados à administração e aos colegas no período anterior, havia um acordo de bastidores entre seus pares de que, neste ano, não lhe dariam a presidência de comissão. Provavelmente não confirmarão, mas que havia esse propósito, isso é fato — só não aconteceu por equívoco do vereador Lorenzi.

Inviáveis

Não tiro a razão do vereador Valdecir Cardoso em não votar projetos que tenham indicação de inviabilidade, até porque, se aprovados, poderão ser vetados pela administração ou, ainda, na hipótese de derrubada do veto, resultar em uma ação de inconstitucionalidade, tornando inútil toda a discussão no Legislativo. Daniel Passaia é quem mais produziu projetos considerados inviáveis — se não todos, boa parte. O maior exemplo foi o da causa animal: deu entrada na primeira sessão, em janeiro do ano passado, e foi votado apenas na última, em dezembro, sendo rejeitado, gerando constrangimentos e descontentamentos.

Consultivos

De fato, pareceres jurídicos são consultivos e o plenário da Câmara é deliberativo. Se um projeto tiver vício de origem ou outro fator impeditivo, mas, pela natureza de sua importância em favor da coletividade, acredito que deva ser discutido. Caso se encontre uma forma de contornar a possível ilegalidade e estabelecer uma espécie de jurisprudência, será um ganho. O que me parece imperdoável é a teimosia de imaginar que, por ser seu, o projeto deve ser aprovado pelos demais. Como já ensinava Albert Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

Voltando

A vereadora Joanete Cardoso retorna ao seu cargo público após um período afastada da Câmara de Encantado por determinação judicial. Na tarde de terça-feira desta semana, foi comunicado à Mesa Diretora que o desembargador Loraci Flores de Lima, do TRF4, levantou a medida cautelar de afastamento por 60 dias. A defesa de Jô solicitou a suspensão da medida após ela pedir demissão da empresa Arki. Joanete Cardoso é investigada no âmbito da operação Lamaçal, que apura desvio de verbas federais na Prefeitura de Lajeado, durante a gestão de Marcelo Caumo. Na segunda fase da operação, ocorrida no final de fevereiro, a proprietária da empresa Arki, Lorena Mercalli, e o então prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, foram presos temporariamente. A Polícia Federal ainda está na fase de investigação e, até o momento, nenhum dos investigados foi denunciado.

Explicação

Seria um bom momento para a vereadora Joanete Cardoso explicar à comunidade seu envolvimento no caso, até porque seu cargo público advém do voto popular. O programa Sem Roteiro está à disposição. Podemos marcar para a próxima terça-feira, às 20h, ao vivo, nas redes sociais do Força do Vale?

Frase

“A luz só penetra onde houver transparência.” Hermes Fernandes

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