Padre de Muçum tem processo de beatificação autorizado pelo Vaticano

O Vaticano autorizou o avanço no processo de beatificação do monsenhor João Benvegnú, natural de Muçum. A documentação da fase diocesana foi acolhida e passará por análise na etapa romana, iniciada em abril.
O Dicastério para as Causas dos Santos oficializou, no dia 16 de abril de 2026, o recebimento e a abertura dos documentos que integram o processo. Com a decisão, a investigação deixa a fase local e passa a ser examinada por uma comissão técnica em Roma.
O pedido para a nova etapa foi encaminhado pelo postulador da causa, Paolo Vilotta. O material reúne registros biográficos, depoimentos de fiéis e elementos que indicam a fama de santidade do sacerdote ao longo de sua vida.
A autorização foi assinada pelo cardeal Marcello Semeraro, validando o trabalho conduzido anteriormente pela Diocese de Passo Fundo.
Trajetória
Natural de Muçum, então distrito de Guaporé, João Benvegnú nasceu em 12 de agosto de 1907, em uma família de origem italiana. Ingressou no seminário aos 14 anos, iniciando a formação religiosa ainda na juventude.
Seu principal legado foi construído em São Domingos do Sul, onde atuou como pároco a partir de 1935. Permaneceu na comunidade por mais de 50 anos, até sua morte, em 1986.
Durante esse período, ficou conhecido pela vida simples, dedicação aos doentes e incentivo às vocações religiosas, sendo lembrado como o “apóstolo das vocações”.
Próximas etapas
Com o avanço para a chamada fase romana, o processo passa a avaliar as virtudes heroicas do sacerdote. Caso haja parecer favorável, ele poderá receber o título de Venerável.
Para a beatificação, é necessária a comprovação de um milagre atribuído à sua intercessão. Um segundo milagre será exigido para a canonização.






