Saúde

Caxias do Sul registra 17 mortes por síndrome respiratória em 2026

Caxias do Sul já registra 17 mortes por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em 2026, segundo dados do Painel de SRAG da Secretaria Estadual da Saúde atualizados nesta terça-feira (5). O município é o segundo do Rio Grande do Sul com mais óbitos, atrás apenas de Porto Alegre, que contabiliza 25 casos.

Das 17 mortes em Caxias, duas foram causadas por covid-19, uma por rinovírus e 14 por outros vírus não identificados. Os óbitos foram registrados desde a primeira semana epidemiológica, iniciada em 4 de janeiro, com concentração entre março — oitava e nona semanas do ano.

Perfil das vítimas

A maioria das vítimas tinha idade avançada: 8 pessoas entre 60 e 79 anos e 7 com 80 anos ou mais. Apenas dois óbitos ocorreram em faixas etárias mais jovens — um entre 20 e 39 anos e outro entre 40 e 59 anos.

Nas hospitalizações, o padrão é semelhante. Das 153 internações registradas até terça, a maioria envolve idosos entre 60 e 80 anos. Os vírus responsáveis foram: 94 casos de SRAG não especificada, 26 por VSR/Adenovírus/Rinovírus, 16 por covid-19 e 16 por influenza.

Situação dentro do esperado, mas alerta para maio

Segundo Magda Teles, diretora das Vigilâncias em Saúde de Caxias, as internações por SRAG ainda estão dentro dos padrões históricos.

Não se observa aumento de casos de SRAG ou mudança de perfil epidemiológico em relação ao mesmo período dos anos anteriores

, afirmou.

Porém, a autoridade alertou que é esperado aumento de hospitalizações a partir de maio, período de frio intenso.

O monitoramento contínuo dos casos de SRAG mostra que, anualmente, há um aumento esperado de hospitalizações nos períodos de frio, a partir do mês de maio

.

Medidas de prevenção

As autoridades de saúde recomendam:

  • Manter circulação de ar nos ambientes com janelas abertas
  • Usar álcool gel regularmente
  • Atualizar calendário vacinal contra influenza, covid-19 e outras doenças (sarampo, difteria, tétano)
  • Redobrar cuidados com crianças menores de um ano e idosos, usando máscara e álcool gel
  • Evitar visitas a prematuros e recém-nascidos

Estado decreta emergência

No dia 30 de abril, o governo do Rio Grande do Sul decretou estado de emergência em saúde pública em todo o território gaúcho diante do aumento nas internações por doenças respiratórias. O decreto destaca crescimento de 533,3% nas hospitalizações por influenza entre a sétima e décima semanas epidemiológicas.

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