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Justiça inicia julgamento de Oruam por tentativa de homicídio contra policiais no RJ

A audiência de instrução e julgamento do rapper Oruam ocorreu nesta segunda-feira (11) na 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ele é acusado de duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis, além de resistência, desacato, ameaça e dano qualificado. O artista é considerado foragido desde fevereiro deste ano.

Nesta fase do processo, o juiz ouve testemunhas, analisa provas e interroga o réu. Estavam previstos depoimentos da noiva de Oruam, Fernanda Valença de Oliveira, do produtor Leandro de Souza Almeida, e de sete policiais civis envolvidos na operação.

O episódio investigado

Os fatos ocorreram em 21 de julho de 2025, quando agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram à residência de Oruam, no bairro do Joá, zona sudoeste do Rio, para cumprir mandado de busca e apreensão contra um adolescente investigado por envolvimento com tráfico de drogas.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Oruam e outros três acusados — Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos — arremessaram pedras contra os policiais. A perícia identificou sete pedras lançadas, com pesos variando entre 130 gramas e 4,85 quilos, arremessadas de uma altura de 4,5 metros.

Ferimentos e risco de morte

Um policial civil foi atingido por pedradas e sofreu ferimentos nas costas e no calcanhar esquerdo. Um delegado conseguiu se proteger atrás de uma viatura. Segundo a Promotoria, os acusados assumiram o risco de causar a morte dos agentes, o que caracteriza a tentativa de homicídio qualificado.

Durante a confusão, Oruam afirmou aos policiais que era filho de Marcinho VP, líder da facção Comando Vermelho, numa tentativa de intimidação, conforme apontado pelo Ministério Público.

Situação processual

Oruam havia sido preso, mas conseguiu no Superior Tribunal de Justiça (STJ) responder ao processo em liberdade com tornozeleira eletrônica. No entanto, foram registradas mais de 60 violações às regras de monitoramento, especialmente saídas em período noturno. A Justiça determinou sua volta à prisão, mas o rapper não foi localizado.

O julgamento havia sido inicialmente marcado para março, mas foi adiado. Como Oruam está foragido, será representado apenas por sua defesa durante o processo.

Outras investigações

Paralelamente, Oruam também é investigado por suposta associação ao Comando Vermelho. Em abril deste ano, o Ministério Público do Rio o denunciou, junto com Marcinho VP e a mulher do traficante, Márcia Gama Nepomuceno, além de outras nove pessoas, em um esquema de lavagem de dinheiro da facção. Segundo as autoridades, Oruam e o irmão, Lucas Santos Nepomuceno, seguem foragidos.

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