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Carne brasileira enfrenta novas restrições na China e na Noruega

A carne brasileira enfrenta novas barreiras no mercado internacional. Nesta terça-feira, 11 de agosto, a China informou que as importações de carne bovina brasileira já alcançaram 90% da cota estabelecida para 2026. Ao mesmo tempo, a Noruega anunciou que deixará de aceitar determinados produtos de origem animal do Brasil a partir de 3 de setembro.

No mercado chinês, a cota anual para a carne bovina brasileira é de 1,106 milhão de toneladas. Quando o volume atingir o limite, as cargas excedentes ficarão sujeitas a uma tarifa adicional de 55%, o que deve reduzir a competitividade do produto brasileiro naquele mercado.

A proximidade do teto já vem afetando os embarques. Em julho, o Brasil exportou 85,7 mil toneladas de carne bovina para a China, queda de 47% em comparação com junho, quando foram embarcadas 161,8 mil toneladas.

Já a medida adotada pela Noruega está relacionada a exigências sanitárias sobre o uso de determinados antimicrobianos na produção animal. O país seguirá regras europeias e deixará de aceitar certificados sanitários brasileiros emitidos a partir de 3 de setembro.

Segundo a autoridade sanitária norueguesa, o Brasil deixou de constar na lista de países habilitados por não ter apresentado informações consideradas suficientes para comprovar o cumprimento das novas exigências.

Certificados emitidos até 2 de setembro ainda poderão ser utilizados, mesmo que as cargas cheguem posteriormente ao país.

O impacto financeiro direto da decisão norueguesa tende a ser limitado, já que o país representa uma pequena parcela das exportações brasileiras de carnes. A preocupação do setor, no entanto, está na possibilidade de que exigências semelhantes sejam adotadas por outros mercados.

As medidas da China e da Noruega têm naturezas diferentes. Enquanto a China aplica uma barreira comercial baseada em volume e tarifas, a decisão norueguesa está relacionada a critérios sanitários e regulatórios.

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