Rússia e Ucrânia mantêm ataques contra alvos de energia apesar de anúncio de Trump

Rússia e Ucrânia mantiveram, nesta terça-feira (15), ataques contra estruturas ligadas ao setor energético, um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que os dois países haviam concordado em suspender esse tipo de ofensiva.
Durante a madrugada, a Rússia lançou cerca de 200 drones contra Kiev e outras cidades ucranianas. Segundo autoridades da Ucrânia, os ataques atingiram postos de combustível, estruturas de energia e instalações portuárias. Duas pessoas morreram.
A Ucrânia, por sua vez, atacou uma refinaria de petróleo em Syzran, na região russa de Samara. Também foram registrados ataques contra instalações ligadas à produção de drones nas regiões de Taganrog e Oryol, segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
O episódio ocorre após Trump afirmar, na segunda-feira (14), que Rússia e Ucrânia haviam concordado em não atacar as infraestruturas energéticas uma da outra. O presidente norte-americano não apresentou detalhes sobre um eventual acordo formal.
Zelensky afirmou que a Ucrânia está disposta a interromper os ataques contra instalações energéticas russas, mas exige garantias confiáveis de que Moscou também cumpra a suspensão. O Kremlin declarou que considera positiva a proposta de uma moratória, mas associou a medida também à retirada de sanções sobre o setor energético russo.
A tentativa de estabelecer uma trégua específica para instalações de energia ocorre em meio aos impactos do conflito sobre o mercado de combustíveis. Trump atribuiu a alta do diesel à guerra entre Rússia e Ucrânia e defendeu a interrupção dos ataques contra refinarias russas.
Até esta terça-feira, porém, não havia uma suspensão efetiva dos ataques energéticos, apesar do anúncio feito por Trump.






