Economia

Warren Buffett deixa presidência da Berkshire: veja o impacto para os investidores

Warren Buffett, de 96 anos, deixou nesta sexta-feira (18) a presidência do conselho da Berkshire Hathaway, encerrando mais uma etapa da sucessão no conglomerado que comandou por décadas. O filho Howard Buffett assume o conselho, enquanto Greg Abel permanece como CEO e responsável pelas principais decisões de gestão e alocação de capital.

Buffett não se afasta totalmente da companhia. Ele passa a presidente emérito e continua como integrante do conselho.

Para os investidores, a principal atenção agora está sobre Greg Abel, especialmente pela forma como administrará o enorme volume de recursos da Berkshire. No fim de junho, a companhia acumulava cerca de US$ 364,7 bilhões em caixa e aplicações de curto prazo.

A reação inicial do mercado foi moderada, sem movimento brusco nas ações antes da abertura de Wall Street, indicando que a sucessão já era amplamente esperada.

Um dos principais pontos de atenção é o chamado “efeito Buffett”. Durante décadas, a presença do investidor ajudou a sustentar a confiança dos acionistas e dava forte repercussão às decisões de investimento da Berkshire.

Apesar da troca no comando do conselho, a estratégia da companhia não deve mudar de forma imediata. A Berkshire segue com grandes participações em empresas como Apple, Coca-Cola, American Express e Alphabet, além de negócios próprios nos setores de seguros, energia, ferrovias e indústria.

O grupo continua financeiramente sólido. No segundo trimestre, o lucro operacional cresceu 16%, para US$ 12,98 bilhões, enquanto o lucro líquido atingiu US$ 25,67 bilhões.

A mudança, portanto, representa mais o encerramento de uma era do que uma ruptura. O mercado agora deverá observar como Greg Abel conduzirá os investimentos e se a Berkshire continuará mantendo o mesmo nível de confiança construído sob Warren Buffett.

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