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Executiva do Grêmio é indiciada por injúria racial no Gre-Nal feminino

A Polícia Civil indiciou Bárbara Fonseca, executiva de futebol feminino do Grêmio, por suposto caso de injúria racial ocorrido no Gre-Nal feminino de 28 de março. O caso aconteceu no Sesc Protásio Alves, em Porto Alegre, após a vitória gremista por 2 a 1.

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) também denunciou o Grêmio e a dirigente nesta segunda-feira (13). Segundo o órgão, a narrativa da vítima foi corroborada por testemunhas.

A denúncia

Vinícius Nascimento da Cruz, de 34 anos, diretor da organizada Camisa 12 do Internacional, relatou ter sido discriminado por Bárbara Fonseca. Ele afirmou que ouviu a expressão “macaco, filho da p*” durante uma discussão na área próxima aos vestiários.

Duas pessoas confirmaram a versão da suposta vítima, de acordo com o STJD. O caso foi registrado em boletim de ocorrência e encaminhado à delegacia.

Defesa nega acusações

Bárbara Fonseca nega veementemente as acusações. Em manifestação pública, classificou a denúncia como “inverídica e leviana” e afirmou que testemunhas presentes sustentam que não houve qualquer ofensa racial.

O Grêmio reforçou a versão da executiva, destacando que ela compareceu espontaneamente à delegacia acompanhada de corpo jurídico e testemunhas. O clube afirma que não houve manifestação discriminatória.

Punições previstas

Bárbara Fonseca pode pegar suspensão de 360 dias e multa de R$ 100 mil. O STJD também solicita suspensão preventiva, alegando que sua permanência representa “fator de instabilidade institucional”.

O Grêmio pode perder três pontos no Brasileirão Feminino, pagar multa de R$ 100 mil e jogar com portões fechados. O clube também teria obrigação de cooperar na prevenção de comportamentos racistas.

Agora, o presidente do Tribunal sorteará um relator e marcará a data da sessão de julgamento. O Internacional se colocou à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

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