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Ex-militar admite que inventou relato sobre o ET de Varginha após promessa de dinheiro

Documento da TV Globo revela que depoimento sobre transporte de suposto extraterrestre foi fabricado nos anos 1990

Um ex-soldado do Exército Brasileiro confessou que mentiu ao afirmar ter transportado uma criatura extraterrestre em Varginha (MG), em 1996. O motivo, segundo ele, foi a promessa de pagamento feita por um ufólogo — quantia que nunca chegou a receber.

Revelação em rede nacional

A confissão foi exibida no último episódio da série O Mistério de Varginha, transmitido na quinta-feira (8) pela TV Globo. No documentário, o ex-militar afirmou que participou da encenação ainda jovem, sem prever a repercussão que o caso teria.

“Manipulação. Não teve nada. Foi tudo uma manipulação. Eu quero esquecer isso, acabar com essa história”, disse.

Outro militar e um bombeiro, que também participaram da narrativa, afirmaram ter seguido um roteiro orientado por terceiros.

A origem do caso

O Caso Varginha teve início em janeiro de 1996, após três meninas relatarem ter visto uma criatura estranha. A partir daí, surgiram versões sobre:

  • Captura do ser por bombeiros;

  • Atendimento em hospital local;

  • Transporte por militares até Campinas (SP).

Esses relatos formaram a base do que se tornou o episódio mais famoso da ufologia brasileira.

A fita que sustentou o mito

Durante anos, uma gravação de um bombeiro dizendo que a criatura “não era deste mundo” foi tida como prova. Em 2019, o autor da gravação admitiu que foi instruído a gravar o áudio, que teria sido apenas um enredo fictício.

“Ele falou que não houve nada, que não aconteceu nada”, relatou o ufólogo João Marcelo Marques Rios, que localizou o autor da fita.

Nome conhecido volta à polêmica

Vitório Pacaccini, ufólogo que se tornou símbolo do Caso Varginha, voltou ao centro da controvérsia. Ele nega ter feito pagamentos ou pressionado testemunhas, mas reconhece que orientou algumas a negar os relatos por segurança.

Versões seguem conflitantes

Mesmo após as novas confissões, nem todos recuaram. Um ex-militar ainda sustenta ter visto algo estranho em um hospital, enquanto outro afirmou acreditar que tudo foi criado para fins lucrativos.

“Na época, R$ 5 mil era muito dinheiro. Eu era um menino da roça. Ele nunca pagou”, disse outro ex-militar que também admitiu ter participado da farsa.

Caso segue sem resposta

As novas revelações reforçam as dúvidas sobre a veracidade do caso. Mais de duas décadas depois, o chamado ET de Varginha permanece envolto em contradições, sem qualquer comprovação concreta.

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