Política

Nenhuma 3ª via conseguiu chegar ao 2º turno em 9 eleições presidenciais

Nas 9 eleições presidenciais realizadas no Brasil desde 1989, nenhum candidato da chamada 3ª via conseguiu prosperar. Os dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que candidatos de centro ou alternativos à polarização entre esquerda e direita sempre fracassaram em chegar ao segundo turno.

O levantamento foi compilado pelo Poder360 com base em dados históricos do TSE. Os resultados indicam que o movimento da 3ª via é mais um desejo de parte da elite política do que uma realidade eleitoral viável.

Padrão se repete desde a redemocratização

As pesquisas atuais indicam que a disputa de 2026 está cristalizada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A história recente sugere ser improvável que surja um nome viável do centro político para desbancar esses dois candidatos.

A única eleição com um terceiro candidato minimamente competitivo foi em 1989, primeiro pleito direto após a ditadura militar. Naquele ano, houve polarização entre Fernando Collor (PRN), mais à direita, e dois candidatos de esquerda: Lula (PT) e Leonel Brizola (PDT).

Caso de 1989 confirma a regra

O tucano Mario Covas representava a 3ª via em 1989, mas fracassou e ficou em 4º lugar, sem chances reais de vitória. Brizola ficou em 3º, apenas 0,7 ponto percentual atrás de Lula, mas disputava a mesma faixa de eleitorado de esquerda.

Por isso, seria incorreto classificar Brizola como 3ª via naquele momento, já que ele e Lula dividiram o eleitorado de esquerda, permitindo que Collor avançasse ao segundo turno.

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