PDT oficializa apoio à reeleição de Lula em convenção nacional em Brasília

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) oficializou, nesta segunda-feira (20/7), o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em convenção nacional realizada na sede do partido, em Brasília. A decisão foi aprovada com a presença do petista na parte final do evento e torna o PDT o primeiro partido a formalizar a aliança presidencial em convenção neste ciclo eleitoral.
O encontro foi comandado pelo presidente nacional do PDT e ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, e também contou com a participação do presidente do PT, Edinho Silva. Além de dirigentes, a convenção reuniu parlamentares e pré-candidatos da legenda para discutir as eleições de outubro, coligações partidárias e o posicionamento do partido nos estados.
“Eu tenho 80 anos de idade. E hoje eu estou mais motivado e mais preparado do que quando eu tinha 57 anos e fui eleito presidente da república pela primeira vez.”
Ao justificar a decisão, Lupi afirmou que o apoio a Lula representava uma escolha de “coerência” com o campo popular e democrático, e que a polarização nacional reduziu o espaço para uma candidatura própria da legenda à Presidência.
Retorno à aliança com o PT
A decisão marca o retorno do PDT à aliança presidencial liderada pelo PT já no primeiro turno. Nas eleições de 2018 e 2022, o partido lançou o então pedetista Ciro Gomes à Presidência. Ciro deixou a legenda em outubro de 2025 e se filiou ao PSDB.
Além do PDT, outros partidos de esquerda devem confirmar o apoio a Lula nos próximos dias. Estarão na chapa o PSB, do vice-presidente Geraldo Alckmin, e a federação PSOL/Rede. O PV e o PCdoB também apoiam Lula por integrarem formalmente a federação com o PT. A candidatura oficial do presidente será lançada na convenção do PT, marcada para 2 de agosto.
Disputas estaduais
A convenção também serviu para apresentar nomes que o PDT pretende lançar nas disputas estaduais. Entre eles estão o deputado estadual Requião Filho, pré-candidato ao governo do Paraná, e Juliana Brizola, que deve concorrer ao governo do Rio Grande do Sul.






