Política

Rogério Marinho chama fim da escala 6×1 de “golpe da picanha 2”

O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou a proposta que prevê o fim da escala 6×1 e classificou a medida como o “golpe da picanha 2”. A declaração foi feita durante a discussão sobre a proposta de redução da jornada de trabalho, que avançou no Senado.

Marinho direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e questionou a viabilidade da mudança sem redução dos salários. Em uma publicação, o senador afirmou: “Lula, ou você é burro ou mal-intencionado”. Na sequência, classificou a proposta como uma nova promessa que, segundo ele, não apresentaria os efeitos anunciados pelo governo.

Para o senador, reduzir a jornada mantendo a remuneração atual pode aumentar os custos das empresas. Na avaliação de Marinho, entre os possíveis efeitos estariam aumento de preços, fechamento de empresas, desemprego e crescimento da informalidade.

A proposta em discussão prevê o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso e a redução da jornada semanal. O texto estabelece jornada de até 40 horas semanais, sem redução salarial, além de dois dias de descanso por semana.

A medida ainda depende de novas etapas de tramitação antes de entrar em vigor. Portanto, os impactos econômicos citados por Marinho representam a avaliação do senador sobre a proposta e não consequências já verificadas.

A expressão “golpe da picanha 2” faz referência às críticas da oposição às promessas feitas por Lula durante a campanha presidencial de 2022, quando o então candidato afirmou que os brasileiros voltariam a ter condições de consumir produtos considerados mais caros, como a picanha.

O debate sobre o fim da escala 6×1 envolve governo, oposição, trabalhadores e representantes do setor empresarial, com diferentes avaliações sobre os possíveis efeitos da redução da jornada no mercado de trabalho.

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