Polícia

Cinco réus vão a júri por chacina que matou 10 pessoas da mesma família

Cinco homens vão ao Tribunal do Júri nesta segunda-feira (13/1), às 9h, no Fórum de Planaltina (DF), acusados de cometer a maior chacina da história do Distrito Federal. Fabrício Silva Canhedo, Carlomam dos Santos Nogueira, Carlos Henrique Alves da Silva, Horácio Carlos Ferreira Barbosa e Gideon Batista de Menezes são réus pela morte de 10 pessoas da mesma família.

O crime foi cometido em janeiro de 2023, mas os criminosos começaram a arquitetar o plano três meses antes. Segundo a denúncia do Ministério Público do DF (MPDFT), o objetivo era matar toda a família e tomar posse de uma chácara no Itapoã, sem deixar herdeiros.

Plano criminoso detalhado

Entre outubro de 2022 e janeiro de 2023, os acusados se associaram para tomar a chácara Quilombo, no Itapoã, que estava sob a posse de Marcos Antônio Lopes de Oliveira. O terreno, no entanto, nem sequer pertencia à vítima, o primeiro a ser brutalmente morto.

“O combinado inicial era matar Marcos e sequestrar pessoas da família dele”, pontua o MPDFT. Os integrantes da família foram atraídos para emboscadas e mortos um a um.

As 10 vítimas

As vítimas são: Marcos Antônio Lopes de Oliveira (patriarca), Renata Juliene Belchior (esposa), Gabriela Belchior de Oliveira (filha), Thiago Gabriel Belchior de Oliveira (filho), Elizamar da Silva (esposa de Thiago), as crianças Rafael (6 anos), Rafaela (6) e Gabriel (7) (filhos de Thiago e Elizamar), Cláudia da Rocha Marques (ex-companheira de Marcos) e Ana Beatriz Marques de Oliveira (filha de Marcos e Cláudia).

Como o crime aconteceu

Em 27 de dezembro de 2022, parte do grupo foi à casa da vítima, rendeu Marcos, a esposa e a filha, e roubou cerca de R$ 49,5 mil. As três vítimas foram levadas para um cativeiro no Vale do Sol, em Planaltina, onde Marcos foi morto e enterrado.

No dia seguinte, as mulheres foram ameaçadas e obrigadas a fornecer senhas de celulares e contas bancárias. Com os aparelhos, os criminosos passaram a se passar pelas vítimas para atrair outros familiares entre os dias 2 e 4 de janeiro.

Penas podem chegar a 358 anos

Conforme a denúncia do MPDFT, os criminosos podem acumular 358 anos de pena. Eles responderão pelos crimes de homicídio qualificado, latrocínio, ocultação de cadáver, extorsão mediante sequestro, associação criminosa qualificada e corrupção de menor.

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