Dália inicia primeira turma de Jovem Aprendiz no Campo

A Cooperativa Dália Alimentos iniciou, em abril, a primeira turma do Jovem Aprendiz no Campo, voltada a filhos de associados. A formação reúne 13 jovens ligados à atividade leiteira e à suinocultura.
O programa é realizado em parceria com a Cooplib e a Coopater, responsáveis por ministrar o curso. A etapa de inscrição e integração ocorreu em 20 de abril, na matriz da Dália, em Encantado, com a presença dos jovens e de seus responsáveis.
Segundo a psicóloga da Dália, Paula Cristina Petry, responsável pela integração, a formação ocorre na modalidade EAD e combina aulas teóricas com atividades práticas nas propriedades das famílias.
Essa modalidade de ensino permite a alternância entre teoria e prática. O jovem terá duas semanas consecutivas de aulas teóricas, seguidas por duas semanas de atividades práticas, de forma sucessiva.
Como será a formação
A turma é formada por jovens de 14 a 24 anos. O curso terá duração de 18 meses, com início em 27 de abril e encerramento previsto para 30 de setembro de 2027.
A carga horária total é de 1.104 horas, divididas em:
- 552 horas teóricas
- 552 horas práticas
Entre os conteúdos estão cidadania e trabalho, cooperativismo, informática, contabilidade, gestão de pequenas e médias propriedades, acesso a crédito, cultura de grãos, cadeia produtiva de suínos e cadeia produtiva do leite.
As atividades práticas serão realizadas por meio de estudos dirigidos na propriedade rural da família.
Sucessão no campo
Entre os participantes está Vanessa Schmdt, 22 anos, de Travesseiro. Ela afirma que busca ampliar conhecimentos para contribuir com o negócio familiar.
“Desde criança, acompanho meus pais na atividade leiteira e, a fim de agregar e aprimorar meus conhecimentos, abracei esta oportunidade na Dália.”
A mãe dela, Sônia Schmdt, 55 anos, avalia que o programa ajuda a fortalecer o vínculo dos jovens com a propriedade.
Guilherme Selbach, 21 anos, de Encruzilhada do Sul, também integra a turma. Ele afirma que a formação pode contribuir para quem pretende dar continuidade ao trabalho da família no campo, especialmente na atividade leiteira.
O pai de Guilherme, Júlio Selbach, 56 anos, considera o projeto um incentivo à sucessão familiar e à valorização dos jovens no meio rural.






