Eliminação do Brasil da Copa vira capa e recebe críticas no exterior

A eliminação do Brasil na Copa do Mundo repercutiu em jornais esportivos de diferentes países nesta segunda-feira, 6 de julho. A derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final, rendeu críticas e ironias ao desempenho da seleção.
O Brasil foi eliminado no domingo, 5 de julho, no New York New Jersey Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. No dia seguinte ao revés, capas e páginas de jornais esportivos registraram a queda brasileira no Mundial.
Olé fala em abandono do DNA brasileiro
Na Argentina, o diário Olé colocou o tropeço brasileiro como destaque principal, com a manchete “No compasso do tamborim”. A seleção argentina, atual campeã e ainda na disputa pelo tetra mundial, recebeu espaço menor na capa, ao lado da classificação da Inglaterra às oitavas e dos jogos desta segunda-feira.
Em crônica publicada no site, o jornal questionou a mudança de estilo da seleção brasileira. O texto lembrou o Brasil associado à posse de bola, habilidade técnica e parcerias criativas, e afirmou que a modernidade varreu essas características.
Para o Olé, a vitória da Noruega foi “justa, histórica e explicativa”, e o preço por abandonar o próprio DNA custou o Mundial aos brasileiros.
Haaland faz o Brasil chorar, diz jornal italiano
Na Itália, o Corriere dello Sport deu destaque principal à vitória de Charles Leclerc, da Ferrari, no Grande Prêmio da Grã-Bretanha de Fórmula 1, mas também registrou a eliminação brasileira.
A chamada de capa afirmou que Erling Haaland fez o Brasil chorar, em referência ao atacante norueguês, autor dos dois gols da partida.
Na matéria publicada no site, o diário lembrou que, na próxima Copa, o Brasil chegará a 28 anos sem título mundial. O texto também classificou a seleção brasileira como um time “menor, laborioso, episódico”.
O jornal ainda ironizou a situação da Itália, que perdeu duas vezes para a Noruega nas eliminatórias e ficou fora da Copa pela terceira edição consecutiva.
Marca questiona mudanças e pênalti perdido
Na Espanha, o Marca teve como manchete principal o duelo entre Espanha e Portugal, marcado para esta segunda-feira, em Miami. Mesmo assim, a derrota do Brasil também apareceu na capa.
O jornal destacou, além de Haaland, o goleiro Orjan Nyland, responsável por grandes defesas na partida.
A reportagem chamou atenção para as entradas de Danilo Santos e Neymar, aos 22 minutos do segundo tempo, nos lugares de Gabriel Martinelli e Rayan. As mudanças tiraram Endrick do comando ofensivo e deslocaram o atacante para a ponta direita.
Segundo o Marca, foi naquele momento que terminou o equilíbrio do Brasil de Carlo Ancelotti.
O diário espanhol também questionou por que Vinícius Júnior não cobrou o pênalti do primeiro tempo, quando o jogo ainda estava 0 a 0. A cobrança ficou com Bruno Guimarães, que parou em Nyland.
Para o jornal, Vinícius é a principal referência do projeto brasileiro e, por isso, causou estranhamento que o atacante não assumisse a responsabilidade naquele momento.
A Bola vê despedida cruel de Vinícius
Em Portugal, o jornal A Bola também deu amplo espaço à decisão entre Portugal e Espanha, mas registrou a queda brasileira na capa. A chamada citou Haaland e o meia Andreas Schjelderup, jogador do Benfica.
Na matéria do jogo, o diário português destacou Vinícius Júnior, mas em tom menos crítico que o Marca. Para a publicação, o adeus do brasileiro à Copa foi “cruel”.
O jornal avaliou que Vinícius teve boa atuação, liderou o ataque brasileiro e criou jogadas de perigo. A reportagem citou o passe para Endrick como uma das principais chances da seleção na segunda etapa, mas o atacante desperdiçou a oportunidade diante do goleiro.






