Relvado inicia estudo para orientar expansão urbana e mapear áreas de risco

Relvado iniciou um estudo socioambiental para avaliar o uso e a ocupação do território urbano. O trabalho vai mapear riscos em lotes e orientar a expansão do município após os eventos climáticos de 2024.
O levantamento abrange 176 hectares, área que corresponde ao perímetro urbano e a locais com possibilidade de futura expansão. A proposta é criar uma base técnica para o crescimento do município, com normas mais claras sobre ocupação do solo, especialmente em áreas próximas a Áreas de Preservação Permanente (APPs).
A iniciativa também considera o mapeamento oficial de áreas de risco feito pelo Serviço Geológico do Brasil, após os eventos climáticos registrados em 2024.
Segundo a bióloga Josiane Carboni, o estudo permitirá identificar diferentes níveis de risco em cada lote urbano, classificados como baixo, moderado ou alto. As informações devem orientar decisões futuras sobre ocupação, regularização e prevenção.
“O principal objetivo é subsidiar o planejamento urbano e a regularização fundiária, produzindo informações que auxiliem na elaboração de políticas públicas de ordenamento territorial, prevenção de desastres e definição das áreas sujeitas a inundações e deslizamentos.”
Trabalho de campo
As atividades técnicas começaram no sábado, 4, com levantamentos topográficos e fotogramétricos. Conforme a engenheira civil Júlia Berton, equipes especializadas farão medições em solo e também usarão drones para sobrevoar a área de abrangência do estudo.
Durante esta etapa, moradores podem observar a presença de equipes em ruas, calçadas e outros pontos estratégicos do município. As atividades fazem parte exclusivamente do levantamento técnico de dados e não têm caráter de fiscalização.
Marcos de referência
Também serão instalados cerca de 16 Pontos de Apoio Básico, integrados à Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo do IBGE. Os marcos ficarão fixados de forma permanente em locais estratégicos e servirão de referência para futuros levantamentos topográficos no município.
A medida deve beneficiar tanto o poder público quanto moradores e profissionais da área técnica que necessitem de dados atualizados para projetos e regularizações.
Planejamento e prevenção
A conclusão do estudo está prevista para ocorrer em até 12 meses. Durante esse período, estão previstas etapas técnicas, oficinas com moradores e uma audiência pública na fase final do processo.
O secretário de Obras, Onei Giacomolli, afirma que o trabalho dará ao município uma base atualizada para orientar o desenvolvimento urbano, a regularização fundiária e medidas de prevenção e adaptação a eventos climáticos.






