Geral

Polícia resgata 16 crianças confinadas entre dejetos humanos nos EUA

Dezesseis crianças foram resgatadas de uma casa em condições precárias em Hamden, no estado de Ohio, nos Estados Unidos. Segundo as autoridades, elas viviam em situação de negligência extrema, confinadas em um cômodo e cercadas por dejetos humanos.

O resgate ocorreu na terça-feira, 30 de junho, durante o cumprimento de um mandado de busca ligado a outra investigação. As informações foram divulgadas pelas autoridades na quarta-feira, 1º de julho.

As crianças têm entre 1 ano e meio e 18 anos. De acordo com os investigadores, algumas não conseguiam falar, e uma jovem de 18 anos, com deficiência de desenvolvimento, não sabia escrever o próprio nome.

Sete crianças foram levadas para atendimento médico em hospitais de Columbus. Duas precisaram ser transportadas de helicóptero para centros de trauma, e uma delas estava em estado crítico, segundo as autoridades.

Quatro adultos presos

Os pais e dois avós das crianças foram presos. Eles foram identificados como Gary Siders Jr., Gary Siders Sr., Christina Siders e Elizabeth Siders.

Os quatro foram acusados de colocar crianças em risco, crime classificado como grave pelas autoridades locais. Em audiência, a Justiça registrou declaração de inocência em nome dos investigados e fixou fiança de US$ 300 mil para cada um.

As crianças ficaram sob custódia temporária do serviço de proteção social de Ohio.

Crianças não estavam na escola

Autoridades afirmaram que, aparentemente, ninguém fora da família sabia da existência das crianças. Elas não estavam matriculadas na escola e, segundo os investigadores, a família teria evitado criar registros médicos, escolares ou governamentais.

A casa fica em uma estrada isolada, no pequeno vilarejo de Hamden, que tem menos de 1 mil habitantes e está localizado a cerca de 97 quilômetros de Columbus.

Um vizinho relatou que nunca havia visto crianças na residência desde que a família se mudou para o local. A polícia investiga se houve denúncias anteriores a órgãos de proteção à infância.

Investigação segue em andamento

Segundo o promotor do condado de Vinton, o caso não é tratado como tráfico de pessoas, mas como uma situação de abuso e negligência dentro da família.

A investigação deve apurar por quanto tempo as crianças permaneceram confinadas, como a situação não foi identificada antes e se houve falhas no acompanhamento por órgãos públicos.

Publicidade
Verifique também
Fechar
Botão Voltar ao topo