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MP arquiva investigação sobre atuação do Conselho Tutelar em caso de adolescente haitiano em Lajeado

O Ministério Público do Rio Grande do Sul arquivou a investigação sobre a atuação do Conselho Tutelar de Lajeado no atendimento a um adolescente haitiano de 17 anos. O caso ocorreu em 12 de maio, no Bairro Campestre.

A informação foi divulgada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica) em nota oficial. A apuração havia sido instaurada após a repercussão do caso, quando o adolescente foi encontrado pela Brigada Militar dormindo em um campo de futebol, com ferimentos, descalço e usando roupas rasgadas.

MP não identificou omissão

Conforme o Comdica, o Ministério Público analisou documentos, informações e demais elementos reunidos durante a investigação e concluiu que não houve omissão ou desídia por parte do Conselho Tutelar.

A decisão apontou que o órgão atuou de forma diligente e em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

No registro inicial, havia a informação de que o Conselho Tutelar não teria comparecido ao primeiro atendimento, sendo acionado posteriormente pelo Ministério Público. A apuração, porém, concluiu que as divergências verificadas no início do caso decorreram da dinâmica operacional do atendimento.

Atendimento e acolhimento

Segundo a nota, o Conselho Tutelar iniciou o atendimento assim que foi acionado pela Brigada Militar. Entre as providências adotadas estiveram contatos com familiares, levantamento de informações junto à rede de atendimento e avaliação da possibilidade de retorno do adolescente ao núcleo familiar.

Como essa alternativa não foi possível naquele momento, o jovem foi encaminhado para acolhimento institucional ainda na mesma noite.

O Ministério Público também considerou que o Conselho observou o caráter excepcional do acolhimento institucional, ao buscar inicialmente alternativas de permanência do adolescente no ambiente familiar, conforme prevê o ECA.

Com o arquivamento, o MP concluiu que não há fundamentos para adoção de medidas corretivas contra o Conselho Tutelar.

Em nota, o Comdica afirmou que a decisão reforça a regularidade da atuação do órgão e destacou a importância do trabalho dos conselheiros tutelares na garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

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