Polícia

Mãe de menino morto em Viamão deixa a prisão e tenta recuperar contato com os filhos

A Justiça do Rio Grande do Sul concedeu liberdade provisória a Mayanna Angelina Rodgers, de 29 anos, mãe de Oliver Grayson, menino de três anos morto após sofrer agressões em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A decisão foi tomada na quinta-feira (8), e a soltura foi noticiada nesta sexta-feira (9). Apesar da liberdade, ela permanece proibida de se aproximar ou manter contato com os quatro filhos, que estão acolhidos em uma instituição de proteção.

A decisão da 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri e de Execução Criminal de Viamão substitui a prisão preventiva por medidas cautelares. Entre elas estão o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar das 20h às 6h e nos dias de folga, além da proibição de deixar a comarca ou o país sem autorização judicial. Mayanna também deverá entregar o passaporte e manter seu endereço atualizado.

A defesa busca viabilizar uma futura reaproximação com as crianças. No entanto, qualquer contato dependerá de autorização expressa da Justiça da Infância e Juventude.

Mayanna responde a quatro acusações de tortura por omissão. Segundo o Ministério Público, ela teria conhecimento das agressões praticadas pelo companheiro contra os filhos, mas não teria impedido os episódios nem comunicado os fatos às autoridades. A investigação por homicídio em relação à mãe foi arquivada.

O pai de Oliver, D’andre Grayson, de 33 anos, permanece preso preventivamente e responde por homicídio qualificado e quatro crimes de tortura. O menino morreu em 8 de julho, após sofrer traumatismo cranioencefálico grave.

Os processos continuam em andamento. A concessão da liberdade provisória não representa absolvição, e Mayanna segue respondendo às acusações perante a Justiça.

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