Quatro PMs do 1º BPM são presos com drogas e munições em Porto Alegre

Quatro policiais militares do 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM) foram presos em flagrante na sexta-feira (21) durante operação da Corregedoria-Geral da Brigada Militar, em Porto Alegre. A ação, autorizada pela Justiça Militar, resultou na apreensão de drogas e munições.
Os mandados foram cumpridos nas residências dos policiais, em viaturas que estavam em policiamento e em veículos abordados quando os militares deixavam o batalhão. Entre os materiais localizados estava uma mochila com pinos de cocaína encontrada dentro de uma viatura.
Investigação apura origem e finalidade do material
A Corregedoria investiga a origem das drogas e munições e a finalidade do material apreendido. Uma das linhas de apuração examina a possível utilização dos itens em “kits enxerto” — expressão usada para descrever materiais ilícitos que poderiam ser inseridos em ocorrências para justificar flagrantes contra suspeitos.
O corregedor-geral da Brigada Militar, Daniel Luizelli Altafini, ressaltou que essa é apenas uma das hipóteses e que não há conclusão sobre o caso.
“A partir do momento que um militar possui material ilícito, precisamos esclarecer o motivo disso. Não podemos adiantar detalhes, mas são muitas possibilidades, e a investigação militar vai esclarecer ao final do inquérito.”
Três no presídio, uma hospitalizada
Três dos militares presos foram encaminhados ao Presídio Policial Militar. Uma quarta policial, integrante da Força Tática do mesmo batalhão, permanece sob custódia no Hospital da Brigada Militar, onde se recupera de cirurgia realizada antes da prisão.
A Brigada Militar informou que os nomes dos policiais serão preservados até a conclusão das investigações e o encaminhamento do Inquérito Policial Militar à Justiça Militar Estadual.
Defesas sem acesso à investigação
As defesas dos quatro militares afirmaram que ainda não tiveram acesso à íntegra da investigação. O advogado Pablo Gomes representa três dos presos; o advogado Marcio Rosano atua na defesa do quarto policial. A Corregedoria informou que não divulgará novos detalhes enquanto o caso estiver sob sigilo.






