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Brasileiros são presos em Portugal com quase 1 tonelada de cocaína

Dois empresários brasileiros foram presos em Portugal na quinta-feira (23) acusados de liderar uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas. Marcelo Sousa Costa e Douglas Soriano Júnior são suspeitos de importar 900 kg de cocaína avaliados em mais de 60 milhões de euros (cerca de R$ 324 milhões).

A droga chegou ao país europeu pelo Porto de Leixões, em Matosinhos, norte de Portugal, escondida em sacos de açúcar de 50 quilos. Segundo as autoridades portuguesas, esta foi a maior apreensão já realizada pelo Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária de Braga.

Esquema com empresa de fachada

As investigações revelaram que o grupo utilizava uma empresa chamada Hino da Terra, com sede em Portugal, para simular a importação legal de produtos alimentares brasileiros. A cocaína, com elevado grau de pureza, estava misturada a uma carga de dez contêineres de açúcar importados da América do Sul.

Segundo o Ministério Público português, Marcelo Costa era apontado como líder da organização, responsável pela constituição das empresas e coordenação das importações, enquanto Douglas Júnior atuava na gestão financeira. O esquema contava ainda com a colaboração de cidadãos portugueses e outros brasileiros radicados no país.

Operação White Sugar

A prisão aconteceu no âmbito da Operação White Sugar, que investiga desde dezembro sociedades comerciais suspeitas de tráfico internacional de drogas por via marítima, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Os trabalhos foram conduzidos em colaboração com a Autoridade Tributária e Aduaneira.

A maior parte da droga foi localizada em 24 de fevereiro, durante inspeção de um contêiner vindo do Brasil, onde foram encontrados 19 sacos contendo 856 kg de cocaína. Na quinta-feira (23), quando os brasileiros planejavam retornar ao país, foi apreendido o último saco com 45 kg da substância.

Defesa nega envolvimento

Em nota à imprensa, o advogado Eduardo Maurício afirmou que entrará com pedido de alteração das medidas de coação aplicadas aos clientes. A defesa sustenta que não há conexão comprovada entre os suspeitos e a droga apreendida.

“Ambos os empresários são presumidos inocentes até que o processo transite em julgado, não tendo qualquer conexão com a droga apreendida. O caso ainda está em fase de investigação, sem uma conclusão policial”

Os dois brasileiros foram indiciados por tráfico internacional de drogas e associação criminosa pela Procuradoria da República da Comarca de Braga. Eles serão encaminhados ao Tribunal de Instrução Criminal de Guimarães para interrogatório judicial.

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