Cinebiografia de Michael Jackson estreia com 27% de aprovação da crítica
A aguardada cinebiografia “Michael” estreou nos cinemas brasileiros nesta semana, mas vem enfrentando uma recepção majoritariamente negativa por parte da crítica internacional. O longa dirigido por Antoine Fuqua registra apenas 27% de aprovação no Rotten Tomatoes e 38 pontos no Metacritic, índices considerados baixos para uma produção desse porte.
A proposta do filme é retratar a trajetória do artista desde os tempos do Jackson 5 até o auge da carreira solo, marcada por sucessos globais e impacto cultural duradouro. O cantor é interpretado pelo seu sobrinho Jaafar Jackson, em uma produção que acompanha desde a descoberta do talento extraordinário na infância até a consagração como rei do pop.
Críticas ao roteiro
Veículos como Variety, The New York Times e Rolling Stone apontam fragilidades na construção narrativa, com críticas à superficialidade do roteiro e à ausência de temas centrais da vida do cantor. Em análise publicada na Rolling Stone, o crítico David Fear classifica o longa como uma “hagiografia”, termo utilizado para descrever obras que retratam seus personagens de forma excessivamente idealizada.
Segundo Fear, o filme evita conflitos mais delicados e opta por uma abordagem que privilegia a celebração do legado artístico, sem aprofundar aspectos controversos da trajetória de Jackson. Outro ponto recorrente nas críticas é o uso intenso da trilha sonora como principal recurso narrativo.
Apelo nostálgico
As avaliações indicam que o longa aposta fortemente na nostalgia, utilizando sucessos consagrados como eixo condutor da história. Para parte da crítica, essa escolha reforça o apelo emocional, mas limita a complexidade dramática da obra, que acaba se apoiando mais na memória afetiva do público do que em uma narrativa consistente.
Apesar das ressalvas ao roteiro, há consenso em relação a alguns aspectos positivos, especialmente a atuação de Jaafar Jackson. O filme tem 127 minutos de duração e classificação de 12 anos.






