Saúde

Exame de sangue detecta Alzheimer até 20 anos antes dos sintomas

Um exame de sangue capaz de detectar alterações relacionadas ao Alzheimer com até 20 anos de antecedência representa um dos maiores avanços da medicina no combate às demências. A descoberta foi apresentada pelo pesquisador sueco Kaj Blennow, referência mundial em pesquisas sobre Alzheimer e biomarcadores cerebrais, durante a 2ª edição do Clinical Research Summit, realizado em Porto Alegre.

A proteína que muda o jogo

O avanço envolve a identificação da proteína p-tau217, considerada um dos principais biomarcadores associados ao desenvolvimento da doença. Essa proteína está relacionada ao processo de degeneração dos neurônios e à formação de aglomerados tóxicos no cérebro, fenômeno característico do Alzheimer.

Segundo Blennow, o teste funciona de forma simples e eficaz:

“Mais recentemente, surgiu a possibilidade de medir o mesmo tipo de proteína com um simples exame de sangue. E funciona muito bem.”

Do invasivo ao acessível

Até pouco tempo, a identificação precoce da doença dependia de exames caros e invasivos, como:

  • PET Scan
  • Coleta de líquor
  • Exames neurológicos complexos

O novo exame de sangue surge como alternativa mais simples, rápida e acessível, democratizando o acesso ao diagnóstico precoce.

Cautela na aplicação

Apesar do avanço científico, especialistas reforçam que o exame não deve ser realizado indiscriminadamente. A recomendação atual é que a testagem seja direcionada principalmente para pessoas com sintomas iniciais de perda de memória ou alterações cognitivas, sempre com acompanhamento médico especializado.

Impacto global

O Alzheimer é atualmente a principal causa de demência no envelhecimento e afeta milhões de pessoas em todo o planeta. Os sintomas mais comuns incluem perda de memória, dificuldade de raciocínio, desorientação, alterações comportamentais e perda progressiva da autonomia.

Especialistas acreditam que o diagnóstico precoce poderá ajudar no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

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