Disputa judicial entre Elon Musk e OpenAI ganha novos capítulos
A Justiça americana iniciou nesta segunda-feira (27) um dos julgamentos mais aguardados do setor de tecnologia: Elon Musk contra a OpenAI, criadora do ChatGPT, e seu CEO Sam Altman. O processo tramita em tribunal federal de Oakland, na Califórnia.
O homem mais rico do mundo acusa a OpenAI de ter traído sua missão original sem fins lucrativos ao criar uma divisão comercial em 2019. Musk foi cofundador da empresa em 2015 e investiu cerca de US$ 44 milhões nos primeiros anos, deixando o projeto em 2018.
Pedidos milionários e mudanças na liderança
Musk pede US$ 150 bilhões em indenização da OpenAI e da Microsoft, que também é ré no caso. O bilionário quer ainda a saída de Sam Altman do cargo de CEO e de Greg Brockman da presidência da empresa.
Segundo o processo, Musk alega ter sido “cortejado e enganado intencionalmente” ao apoiar uma organização que prometia trabalhar para o benefício da humanidade. Ele afirma que seu nome e investimento foram usados para atrair outros investidores sem que soubesse da mudança de estrutura.
OpenAI nega acusações
A OpenAI rebate as alegações e afirma que Musk age por “interesse próprio e desejo de controle”. A empresa sustenta que o bilionário participou das discussões sobre a reestruturação e que, na época, teria exigido ser o CEO.
“Elon passou anos assediando a OpenAI por meio de processos infundados e ataques públicos”, disse a empresa em comunicado divulgado hoje. A companhia alega que Musk está motivado por “ciúme e arrependimento” por ter deixado o projeto.
Julgamento de três semanas
O julgamento deve durar cerca de três semanas e terá depoimentos de grandes nomes do Vale do Silício, incluindo Satya Nadella, CEO da Microsoft. A juíza Yvonne Gonzalez Rogers alertou que o caso não deve virar “uma aula de tecnologia”, focando em promessas e quebra de promessas.
O resultado pode impactar diretamente os planos de IPO da OpenAI, avaliada em mais de US$ 850 bilhões. Uma vitória de Musk abriria caminho para sua rival xAI ganhar vantagem no mercado de inteligência artificial.
A Microsoft, parceira da OpenAI desde 2019, nega qualquer conspiração e afirma que a parceria só começou após a saída de Musk do conselho da empresa.






