Centros de formação cobram taxas ilegais e pressionam alunos de CNH no Rio Grande do Sul

Candidatos à Carteira Nacional de Habilitação no Rio Grande do Sul têm denunciado irregularidades na aplicação das novas regras que flexibilizaram o processo de formação de condutores. As mudanças permitiram redução de aulas obrigatórias, contratação de instrutores autônomos credenciados e realização parcial do processo de forma digital — mas relatos indicam que centros de formação estariam ignorando essas possibilidades e impondo exigências não previstas.
Cobranças ilegais e pressão sobre alunos
Entre as principais denúncias estão centros que condicionam a liberação para o exame prático à contratação de aulas adicionais, mesmo quando o candidato opta por instrutor autônomo. Há também relatos de cobranças obrigatórias pela locação de veículos para a prova, o que não é exigido pelas normas atuais.
Candidatos que buscam alternativas mais baratas afirmam ser pressionados a contratar pacotes mínimos, aumentando o custo total do processo e contrariando a proposta inicial de redução de despesas.
Desinformação circula entre candidatos
As denúncias também incluem a circulação de informações incorretas, como supostas penalidades a quem utiliza instrutores autônomos — algo que não encontra respaldo na legislação vigente e pode estar sendo usado para desestimular candidatos a buscar opções mais econômicas.
Órgãos de trânsito apuram casos
Órgãos de trânsito informam que recebem denúncias e as apuram por meio de processos administrativos. Quando confirmadas irregularidades, podem ser aplicadas sanções previstas em lei. Situações semelhantes têm sido relatadas em diferentes cidades do estado.






